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Ácido Folínico no Autismo (TEA): O que a ciência já sabe?

  • 3 de jun.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de jun.

O ácido folínico (leucovorina) tem sido cada vez mais estudado em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente naquelas que apresentam alterações no metabolismo do folato ou autoanticorpos contra o receptor de folato cerebral.




O cérebro depende do folato para processos fundamentais como:


🧠 Desenvolvimento neurológico🧠 Linguagem e comunicação🧠 Atenção e aprendizagem🧠 Produção de neurotransmissores🧠 Metilação e expressão genética

Em algumas crianças autistas, foram identificados autoanticorpos contra o receptor de folato alfa (FRAA), dificultando a entrada do folato no sistema nervoso central.

Nesses casos, o ácido folínico pode atuar como uma alternativa para aumentar a disponibilidade de folato no cérebro.


O que mostram os estudos?


✔️ Frye et al., 2016 (Molecular Psychiatry)Ensaio clínico randomizado demonstrou melhora significativa na comunicação verbal em crianças com TEA tratadas com ácido folínico, especialmente naquelas positivas para autoanticorpos contra o receptor de folato.


✔️ Rossignol & Frye, 2021Revisão sistemática encontrou benefícios em linguagem, interação social e sintomas comportamentais em subgrupos específicos de pacientes.


✔️ Renard et al., 2020Mostraram associação entre deficiência funcional de folato cerebral e sintomas do neurodesenvolvimento, incluindo autismo.


Mas atenção!


⚠️ O ácido folínico não é indicado para todas as crianças com TEA.

⚠️ Pode haver efeitos adversos como irritabilidade, hiperatividade, alterações do sono e interação com alguns medicamentos.

⚠️ A resposta costuma ser melhor quando existe deficiência funcional de folato cerebral ou presença de autoanticorpos FRAA.


A medicina de precisão busca identificar quais pacientes têm maior probabilidade de benefício, evitando tratamentos generalizados e sem critério.


Cada criança é única. O tratamento também deve ser.


📚 Referências Científicas:

  • Frye RE et al. Molecular Psychiatry. 2016.

  • Rossignol DA, Frye RE. Nutrients. 2021.

  • Renard E et al. Frontiers in Neuroscience. 2020.

 
 
 

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